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Perigos das dietas sem orientação nutricional

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Todo ano, a história se repete: quando o verão se aproxima, as pessoas ficam obcecadas pela aparência. Quando chega a hora de vestir os temidos trajes de banho, o espelho denuncia cada gordurinha extra adquirida nos exageros gastronômicos do inverno. As pessoas buscam alcançar o corpo escultural num passe de mágica – e, para isso, cometem loucuras. O desejo desenfreado por resultados estéticos imediatos faz com que as pessoas coloquem a saúde em risco.

Para ilustrar essa situação, as academias são um bom exemplo: ficam lotadas durante o mês de novembro. A iniciativa de fazer exercícios físicos é muito benéfica, mas o problema está na mentalidade do “agora”: poucas pessoas estão ali buscando melhoria da saúde e resultados a longo prazo; grande parte dos “atletas de verão” retornam às academias no fim do ano como medida desesperada para perder algumas medidas de maneira instantânea – e, em muitos casos, acabam lesionando a musculatura por exagero na intensidade dos exercícios.

Além dos exercícios exagerados, este é o período de explosão das “dietas malucas”. Todo dia, a internet nos mostra novas dietas com promessas de resultados milagrosos dentro de pouquíssimos dias – às vezes, sem nem acompanhamento de atividade física. A verdade é que estas dietas são extremamente irresponsáveis, não possuem qualquer embasamento profissional e podem até fazer emagrecer – mas, para isso, certamente colocarão a saúde em risco.

Entenda agora os perigos envolvidos nas dietas sem orientação nutricional:

FALTA DE NUTRIENTES
Talvez este seja o maior perigo das dietas sem orientação. Ocorre o corte brusco de uma série de alimentos antes consumidos com frequência, sem qualquer estratégia de reposição. Isto faz com que o organismo deixe de receber muitos nutrientes que precisa. Uma dieta consciente sempre trabalha com substituição – eliminação do que não é necessário ao corpo, substituindo estes itens por opções que nutrem o corpo de maneira leve, sem ganho de peso. Muitas destas dietas atuais trabalham apenas com corte – corte de carboidratos, corte de proteínas, corte de todo tipo de alimento para ingestão exclusiva de sucos. A ideia de que estas dietas desintoxicam o organismo é falsa: na verdade, o efeito conquistado é de carência nutricional acompanhada de dores de cabeça, fraqueza, tonturas, queda de pressão, enfraquecimento dos cabelo e unhas e sentimento de desânimo. Dietas extremamente rígidas causam um verdadeiro desequilíbrio no metabolismo.

DESENVOLVIMENTO DE DISTÚRBIOS ALIMENTARES
Muitas pessoas depositam na comida uma função muito além da nutrição. Alivia tensões, acalma ansiedade e serve, para muitos, como um verdadeiro conforto em situações difíceis. Claro que esta relação com os alimentos não é saudável, pois cria um grau de dependência e tende a abrir margens para a alimentação compulsiva – a questão é que, para estas pessoas, a comida realmente possui função emocional. E, nestes casos, é necessário um acompanhamento a longo prazo para que se desfaça esse vínculo de maneira não traumática. O corte brusco do consumo de diversos alimentos pode levar a sintomas de abstinência e sentimento de desespero, fazendo com que a pessoa busque pela comida como um pedido de socorro. Depois de comer algo proibido, vem o esmagador sentimento de culpa, de vergonha, de fraqueza – e a pessoa tem o impulso de se livrar do alimento de consumiu. Aí nasce o quadro de bulimia. Este constante conflito com a comida pode levar à distorção da autoimagem, abrindo portas para a anorexia. Por esta e outras razões, a reeducação alimentar é sempre mais responsável do que qualquer dieta restritiva.

EFEITO REVERSO
Dietas voltadas para efeito imediato são pautadas na restrição alimentar extrema – seus seguidores ficam muito tempo sem se alimentar e, quando comem, é em quantidade mínima e sempre alimentos de baixo valor calórico. Isso causa um verdadeiro desequilíbrio no metabolismo, que é submetido aos novos hábitos alimentares de maneira brusca. Sem tempo para adaptação, o indivíduo passa grande parte do tempo sentindo fome – com isso, sente-se incomodado, frustrado, irritado, tem problemas de concentração e pode até desenvolver dores de estômago. É muito comum que esta frustração decorrente das dietas irresponsáveis leve ao efeito reverso: a compulsão. Em determinado momento, a pessoa perde a persistência e passa a comer por compulsão – podendo, inclusive, desenvolver a dependência pela comida relatada anteriormente. De novo, reforça-se a importância de uma reeducação alimentar assistida por profissionais da nutrição.

BENEFÍCIO TEMPORÁRIO
A regra é clara: o que vem fácil, vai fácil. Como estas dietas irresponsáveis são voltadas para resultados imediatos, costumam ter um prazo de validade – “perca 10 quilo em um mês!”, por exemplo. Ao fim do período da promessa, dificilmente as pessoas continuam regradas na dieta – logo, os quilos estarão todos de volta dentro de pouco tempo. Isso porque estas dietas são pensadas sem embasamento nutricional, são insustentáveis. Deixam o corpo fraco, com carência de nutrientes e levam a pessoa a níveis intensos de frustração e irritação – não são feitas para durar longos períodos. Sendo assim, coloca-se a saúde em risco para obter resultados meramente passageiros. Os benefícios não compensam os perigos envolvidos.
Para entrar numa dieta consciente, entre em contato com um nutricionista e peça orientações adequadas à sua idade, peso e estilo de vida – e tenha em mente que os resultados não virão da noite para o dia.

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