Agemed :: Planos de saúde

Plano de saúde, Florianópolis, Lages, Blumenau, Tubarão, Criciúma, Serviços Exclusivos, Soluções para Empresa, Você, Cradenciamento, Orçamento, Cobertura Nacional, Abrange, ANS, Linha Kids, Linha Teen, Linha Jovem, Linha Mulher, Linha Homem, Linha Master, Linha Senior, ASSISTÊNCIA MÉDICA, Guia Médico, Vida Saudável, Dicas do Doutor, Médicos, AgeNews, Qualivida, Empregados, Cônjuges, Filhos,Gestores,Diretores,Agregados. Assistência Farmacêutica e Ótica, Assistência Odontológica, Assistência Psicossocial

Planos de Saúde

 
Soluções para EmpresaSeja um credenciado

Informativo Agemed


 
Você está em: Agenews :: Incontinência urinária: O drama da doença que não dói
 

Incontinência urinária: O drama da doença que não dói

Incontinência urinária em homens

A incontinência urinária provocada pela cirurgia de retirada da próstata, a prostatectomia, é um drama que tem crescido, mas ainda é pouco conhecido pela população em geral.

A afirmação é da professora Maria Helena Baena de Moraes Lopes, do Departamento de Enfermagem da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Durante pouco mais de dois anos, o grupo da pesquisadora acompanhou 41 homens, que foram submetidos à prostatectomia e estavam à procura de intervenção cirúrgica para a incontinência urinária que haviam adquirido.

O que é incontinência urinária

A incapacidade de reter urina ocorre porque na cirurgia são retirados o esfíncter interno e parte do esfíncter externo da uretra juntamente com a próstata. O esfíncter funciona como uma "válvula", retendo a urina e controlando o seu fluxo.

"Muitos pacientes sofrem de incontinência temporária após a cirurgia e voltam a controlar a urina até um ou dois anos depois", diz Maria Helena.

Isso, segundo ela, depende de uma série de fatores como idade do paciente, perda de sangue durante a cirurgia, volume da próstata, cirurgias prévias, preservação de feixes nervosos e do colo vesical e o tipo de cirurgia de próstata a que foi submetido.

Retirada da próstata

A prostatectomia radical usada para o tratamento de câncer de próstata, por exemplo, é mais agressiva que a chamada ressecção transuretral, técnica aplicada em casos de aumento benigno do órgão. Os que sofrem esse segundo tipo de intervenção cirúrgica têm mais chances de retomar o controle urinário.

No entanto, em todos os casos, a incontinência urinária envolve dramas psicológicos e sociais. Foram eles que chamaram a atenção do grupo na Unicamp. "Durante uma pesquisa quantitativa que envolveu a aplicação de questionários de avaliação da qualidade de vida em saúde, percebemos que muitos homens queriam contar mais e falar mais sobre seus dramas", disse Maria Helena.

Essas experiências levaram a pesquisadora a estudar o problema mais de perto.

Doença que não dói

O trabalho foi realizado de novembro de 2007 a outubro de 2009 e identificou que, apesar de não ser considerada um grave problema de saúde, a incontinência urinária causa grandes impactos à vida de seus portadores.

"Por esse motivo, muitos pacientes a chamam de a doença que não dói", disse Maria Helena. Segundo a pesquisa, as vidas familiar, social, ocupacional, sexual e afetiva dos pacientes costumam ser bastante prejudicadas.

Problemas causados pela incontinência urinária

Alguns dos homens acompanhados pela pesquisa chegaram a terminar relacionamentos afetivos. "Há pacientes que começam a ter medo de perder urina na relação sexual ou em outras horas impróprias", contou.

Outra área repleta de dificuldades para os incontinentes é a vida social. Atividades como sair para festas, fazer compras ou mesmo visitar um amigo ou parente se tornam grandes transtornos.

A possibilidade de perder urina a qualquer momento torna necessário o uso de fraldas, o que traz outros inconvenientes especialmente para os que tentam esconder o problema.

"Mesmo quando vão visitar parentes, essas pessoas vão ao banheiro para trocar a fralda e não têm onde esconder a que foi trocada. Por isso, muitos preferem simplesmente não sair de casa", disse Maria Helena.

Além disso, a incontinência urinária ainda pode trazer consequências financeiras, dependência de outras pessoas e restringir algumas atividades de trabalho e lazer. Segundo o estudo, os pacientes que assumem o problema perante a família e os amigos conseguem lidar melhor com a situação.

Com esse cenário, a autoimagem do paciente é abalada, especialmente a parte relacionada à masculinidade. "Por isso, o acompanhamento psicológico é muito importante", ressaltou a professora da Unicamp.

Pior que impotência sexual

Os efeitos da incontinência urinária são tão abrangentes que os pacientes a consideram até mesmo um problema maior que a impotência sexual, outra possível consequência da prostatectomia.

"Muitos dos pacientes idosos já esperavam a impotência sexual, mas não esperavam ficar incontinentes", disse Maria Helena. Por isso, segundo ela, quando os problemas são simultâneos os pacientes colocam a incontinência como prioridade no desejo de cura.

Esfíncter artificial

Entre os tratamentos para a incontinência, o mais eficiente é também o mais inacessível para a maioria. Ao custo de R$ 40 mil, o esfíncter artificial é uma prótese que substitui o mecanismo natural de continência.

Apesar de trazer bons resultados, seu valor não é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por isso, está longe da realidade da maioria dos homens com incontinência.

Outras técnicas cirúrgicas, como o constritor uretral, desenvolvido pelo médico Salvador Vilar Correia Lima, pesquisador na Universidade Federal de Pernambuco, e a implantação de slings (um tipo de suporte que sustenta a uretra, promovendo a continência), são empregadas com maior frequência devido aos seus custos mais acessíveis.

Preparando-se para mais problemas

Maria Helena pretende continuar o trabalho utilizando os recursos do Laboratório de Urodinâmica e Estudos da Incontinência Urinária que está sendo implantado na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e que é coordenado por ela e pelo professor Carlos Arturo Levi DAncona.

"Os diagnósticos de problemas na próstata têm aumentado nos últimos anos e atingido também faixas etárias mais amplas, por volta dos 50 anos ou menos. Com isso, o número de prostatectomias e de casos de incontinência urinária pós-cirurgia também devem aumentar. Precisamos estar preparados para isso", destacou.
 
Os textos aqui apresentados são apenas de caráter informativo e não substituem, em hipótese alguma, as orientações do seu médico ou um especialista nessa área.
 
Fonte:http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=incontinencia-urinaria-drama-doenca-nao-doi&id=5042

Serviços Exclusivos

Guia Médico Online

Procure os médicos, clínicas, laboratórios e hospitais credenciados da Agemed que estão mais perto de você:

 
 

Planos de Saúde para Empresa

ANS | Agência Nacional de Saúde Suplementar
© Agemed Saúde S.A.
Rua Paraná, 175 - Anita Garibaldi Joinville / SC - CEP - 89202-160
Fone/Fax: (47)3461-4444